Antes mesmo de optar pelo curso que faço, ouvia dizer que "publicitário tem o ego inflado". Só não me alertaram que isso aliado a autoridade, na maioria das vezes, falava mais alto que a verdadeira ideia criativa ou a real necessidade do cliente.
O job é considerado bom ou ruim mediante a assinatura que leva? O post de hoje abre espaço para essa discussão que deveria ser mais presente no mundo da publicidade. O autor é um amigo redator que defende a arte de argumentar, desde que essa argumentação não seja somente atrelada ao posto de quem a faz.
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ASSINADO EU

Essa não é uma dissertação sobre a música da Tiê (que aliás, eu recomendo), mas é que o título é tão inerente ao ambiente publicitário que eu, com os devidos créditos, decidi utilizá-lo nesse meu primeiro post no Comunicação Panorâmica.
Ego. Ignorar essa palavra na publicidade é fazer vista grossa para o que todos vivem à procura: a auto-satisfação. Me incluo na estatística porque não tenho problema algum em ser elogiado ou reconhecido, alguém tem? Enfim, não estou aqui para discutir algo que para mim já é um fato imutável. Deixemos o bom(?) e velho ego publicitário onde acharmos melhor.
No entanto, foi preciso tocar nesse assunto para chegar onde eu queria. No meio desse “céu estrelado” (by Nicoli), como se definir o que é realmente um talento, como saber o que é, de fato, criativo e inovador? Ok, depois de anos na faculdade e algum tempo de mercado, você, consequentemente, se torna mais exigente e acaba tomando jeito pro negócio. Mas se essa criatividade (leia-se aprovação em uma agência ou nota na faculdade) estiver condicionada à “Assinatura Eu” superior?
Longe de mim questionar a hierarquia acadêmica ou profissional. O que estou avaliando é o limiar entre autoridade e talento.
_ Por quê essa logo não vai ser apresentada ao cliente?
_ Porque eu sou dono disso aqui e não gostei!
_ Por que os super efeitos no spot não são viáveis?
_ Porque eu sou o professor e mando nessa parada!
_ Por quê essa logo não vai ser apresentada ao cliente?
_ Porque eu sou dono disso aqui e não gostei!
_ Por que os super efeitos no spot não são viáveis?
_ Porque eu sou o professor e mando nessa parada!
Sempre existirão pessoas com conhecimento maior que o seu e é inteligente utilizar isso a favor do seu crescimento profissional. Porém, se esse “conhecimento” surge apenas da autoridade ou de um posto que se ocupa, torna-se completamente questionável.
O que quero dizer é algo que quem convive comigo já ouviu bastante (né Jessica?): ARGUMENTEM, DEFENDAM! Reprovem as logos de seus estagiários, aprovem campanhas mirabolantes para sua empresa, insiram sequências infinitas de repetições nos spot de seus alunos, mas façam isso com motivos reais e justificáveis. Usar apenas de uma posição para definir o que é bom ou ruim é o mesmo que um dentista fazer um canal sem anestesia só porque possui o título de doutor.
A primeira pessoa é sempre uma voz muito ativa nesse meio, mas só funciona se ouvir as demais. Ser criativo implica anos ou meses de experiência. Não existe fórmula mágica. O que não vale é usar de uma posição para adquirir esse posto.
Sou um estagiário recém contratado (oba!) que pode até ser uma futura estrela no céu publicitário, mas querer ofuscar as outras que começaram a brilhar é coisa de estrela medrosa, amadora mesmo.
Sou um estagiário recém contratado (oba!) que pode até ser uma futura estrela no céu publicitário, mas querer ofuscar as outras que começaram a brilhar é coisa de estrela medrosa, amadora mesmo.
Eduardo Mendes
Atua nas áreas de redação e direção de arte.
Concordo plenamente. Quantas vezes não passei por isso o que pra mim tem um nome: medo, medo de assumir que um simples funcionário saiba mais ou seja melhor que o “chefe”. Este medo é de quem não sabe seu devido valor, suas qualidades profissionais e não saber ouvir, aceitar novas idéias, pontos de vistas diferentes, existe o dono da razão? Afinal se é contratado por que é bom ou para inflar o ego do “chefe”.
ResponderExcluirConcordo com Eduardo e com a Ana. Acho que toda essa questão se resume em três pontos, medo de assumir que seu funcionário é melhor que você, a sensação de se sentir incapaz que lhe faz dar palpites vazios e o fato de querer apresentar a peça quando concluída, como sendo sua ideia. Fiz grandes parcerias pelos locais que passei, mas no caminho encontrei alguns pseudo profissionais. E viva a Publicidade.
ResponderExcluirLucas Damasceno
Liderança é um grande desafio, em qualquer área hoje. Desenvolver pessoas não é pra qualquer um. Claro que sempre vai existir, em qualquer empresa ou área o famoso: "manda quem pode, obedece quem tem juizo". Mas quando você tem um verdadeiro líder, ele quer te desenvolver, pois, pra ele ser promovido, é preciso que tenha alguem capaz de substituí-lo. Agora o "chefe" é centralizador, pois não se garante pela competência e sim pela hierarquia. Excelente abordar esse tema, Eduardo. Pois todo mundo se já não passou por essa experiência, ainda vai passar! Por isso, que eu falo: nunca seja "chefe", pois quem tem "chefe" é índio....
ResponderExcluirFernanda Liberman