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sábado, 20 de fevereiro de 2010

2010: O ANO DE GRANDES ESCOLHAS

Acredito que uma das maiores vantagens de se ter um blog é a oportunidade de agregar diversas visões em torno de um único assunto. E a comunicação nos permite isso, o tempo todo.
O texto de hoje foi construido por um amigo que gosta muito de avaliar a relação da mídia na perspectiva política, suas influências e formas de interação com o receptor. Lucas, é um publicitário apaixonado pela verdade nos assuntos políticos. Esse é um ano de falar muito sobre isso. Sei que essa discussão vai contribuir para algumas escolhas que você fará em 2010. Confira!
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PUBLICIDADE X POLÍTICA

Estamos em um ano eleitoral, no qual tudo se torna perfeito, ano em que os contos de fadas se tornam “realidade”. Ou seria um ano da publicidade e do marketing? A maioria dos políticos que poderiam trabalhar sua imagem durante seu mandato, com trabalho, honestidade e respeito por aqueles que os elegem, preferem fazer isso apenas em ano eleitoral. Seria isto eficaz? Parece que sim, uma boa dose de efeitos cênicos, som, luzes e teatro podem fazer um candidato, por pior que seja, faturar muitos votos.

Uma história muito conhecida que ilustra este fato é a de Hitler e Goebbels, o ministro da propaganda do ditador. Uma de suas frases mais conhecidas é “Uma mentira insistentemente repetida acaba adquirindo aparência de verdade”. Coerente com tal fala, podemos fazer ligação com os dias atuais. Quantas e quantas mentiras são lançadas pela mídia, seja por interesse da própria ou por ignorância. O pior é que uma maioria da nação acaba acreditando, ou simplesmente seguindo a “opinião pública”, se é que podemos falar que esta existe. Podemos dizer que a opinião pública é moldada pela mídia. Este seria um tema muito longo para se tratar aqui. Sugiro que assistam ao filme “O Quarto Poder”.

Mas como ia dizendo, em ano eleitoral vale tudo: passear pelas periferias, abraçar moradores de rua, beijar criancinhas nas favelas, visitar locais precários ou almoçar em restaurante popular, não que isso seja um problema, no entanto, essas cenas com políticos só são vistas de dois em dois anos e isso tudo é para que ele esteja na mídia, o importante é ser visto, consequentemente lembrado.

Os políticos saem às ruas, fazem suas “boas ações” ou até mesmo arrumam problemas, doenças, acidentes para que estejam ali, nas capas de jornais e revistas. Um bom exemplo de como trabalhar bem a imagem é o do atual presidente do nosso país. Enquanto Lula se mostrou para a mídia como candidato metalúrgico, desarrumado, barbado, descabelado e com roupas de trabalhado, não conseguiu seu objetivo, no entanto, quando uma equipe de marketeiros e publicitários trabalhou sua imagem, arrumou cabelo, barba e lhe colocou um terno e uma campanha mais centrada, disciplinada, acertou no alvo.
Políticos geralmente são muito bem assessorados, eles devem prometer tudo, até o que não depende deles, não importa se haverá condições financeiras ou estrutura, se será viável. O bom “político-marketeiro” deve falar aquilo que o povo quer ouvir, a grande sacada para uma campanha vitoriosa é saber o que o povo precisa naquele momento, quais são seus sentimentos e preocupações prioritárias. Quanto mais limitada intelectualmente for o povo, mais fácil de dominar suas emoções, assim, mais fácil de se conseguir o objetivo, o voto.

Alguns políticos com baixo índice de aprovação recorrem a outra personalidade politica, alguém em que acreditam que atrairá votos, seja do mundo das celebridades ou político, agregando valor a sua própria imagem. Porém alguns especialistas em marketing político afirmam que isso é em vão, já que ninguém consegue agregar valores a uma outra pessoa. Um exemplo disso que aconteceu recentemente foi com o Bachelet, presidente do Chile, que assim como nosso presidente Lula tinha 80% de aprovação, porém ele não conseguiu eleger seu sucessor, mostrando que sua grande aprovação no país nada adiantou para eleger o colega.

Político não deveria, mas só rala alguns meses em um ano, ano eleitoral, este que ele deve correr e suar a camisa para obter votos. Enquanto suas repetidas atrapalhadas, absurdos com seu nome vem a tona durante o decorrer de seu mandato, quando chega a época de ir às urnas tudo é esquecido e as belas campanhas surgem. Todos viram santos, salvadores da pátria. Jingles, cartazes, vídeos, adesivos, reuniões, brindes, bandeiras, é um carnaval fora de época! E o povo festeja alegremente...

A publicidade tem uma grande responsabilidade e deve ser utilizada com ética, quando for votar não acredite em promessas absurdas, sem fundamento, não vote no jingle mais bonito, no candidato mais elegante, seja responsável com seu País. Vote consciente.

LUCAS DAMASCENO
Graduado em Publicidade e Propaganda
www.twitter.com/lukasdamasceno

Foto1: Divulgação
Foto2: Retirada do site Passa Palavra

3 comentários:

  1. Parabéns Lucas, falou tudo! Muito bom o texto. Como vc mesmo disse agora é a hora de passar o lustra-móveis na cara de pau da legião de hipócritas que realmente se preocupam com o povo (O povo da casa deles) hehe! Teremos que rever nossos conceitos antes de eleger mais um analfabeto para nos comandar... Deveremos duvidar das mirabolantes promessas e votar no conteúdo, não na capa. valeusca! Victor Caldas.

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  2. Amei o post e o blog por completo! Parabêns divulguem o blog será uma boa ferramenta para os publicitários, trocarem uma ideia...beijos

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  3. Que gracinha esse blog.

    Hebe!

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