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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PUBLICITÁRIOS METIDOS A JORNALISTAS

Um belo dia, três componentes da INTZ. Comunicação (nossa agência experimental da Facul) acordam com a ideia de se inscreverem no II Prêmio Comunicador do Futuro. Até aí, tudo bem. Pena que faltava apenas 3 dias para a entrega dos trabalhos, exatamente isso caro leitor. Pior ainda, decidimos participar das três categorias disponíveis (peça publicitárias, ensaio fotográfico e texto jornalístico).
Texto jornalístico?? Pois é, o resultado dessa ideia maluca segue abaixo. E só para adiantar, é claro que não aparecemos entre os três primeiros colocados, mas valeu pela experiência de participar de um concurso desse porte.
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A CONSCIÊNCIA EM CONTRASTE
São seis e vinte da manhã, Marina acorda para mais um dia de trabalho. Toma seu banho de quinze minutos, escova os dentes e senta-se a mesa para o café da manhã. O tempo é curto, a primeira aula começa às sete horas. Marina Mello, 31 anos, é professora do ensino particular de Belo Horizonte. Depois de dar um beijo na filha, pega os livros e vai embora.

São cinco da manhã, Tereza acorda para mais um dia de trabalho. Arruma os cabelos e pega um balde. Precisa buscar água, o rio fica a dois quilômetros de casa. Ao voltar, faz o café rapidamente, toma banho e se arruma. O tempo é curto, a primeira aula começa às sete horas. Tereza Silva, 31, é professora do ensino público de Pacuí, cidade localizada no norte de Minas, a 720 quilômetros da capital. Depois de dar um beijo na filha, pega os livros e vai embora.

O contraste demonstrado nas situações acima descreve claramente a realidade de duas cidades próximas no estado de Minas Gerais. Para muitos, a história de Tereza pode ser apenas mais uma entre tantas outras. Mas leva à reflexão sobre o consumo abusivo de água em todo o mundo.

Atualmente, todas as nações discutem a preservação do meio ambiente e a falta d’água. Muitos acreditam que é um recurso inesgotável, porém nos deparamos a cada dia com inúmeros anúncios, congressos e movimentos idealizados para conscientizar a população e buscar soluções para esse problema global. Contudo, a maioria das pessoas ainda tende a não aderir completamente a esses movimentos.

No Brasil esse tema é bastante discutido, pois o país abriga a maior bacia hidrográfica mundial. “Há muitos anos escuto falar que a água vai acabar, mas acho que isso não vai acontecer no Brasil. Afinal, temos o rio São Francisco e o Amazonas para abastecer a gente.”, diz Amarildo Natal, de 62 anos, morador da cidade de Igarapé (MG). Grande parte dos brasileiros compartilha essa mesma visão. Mas, a falta d’água em algumas partes do mundo já é uma realidade.

Enquanto no Brasil uma pessoa gasta em média duzentos litros d’água ao dia, em Gâmbia na África, esta mesma quantidade é consumida por cerca de quarenta e cinco pessoas. Essa informação assim como outras leva a população a pensar que enquanto alguns lutam para sobreviver com recursos extremamente limitados, outros que têm em abundância e o utilizam de maneira imprópria.

Responsabilidade, preservação, consciência, escassez, cuidado e ação. São termos já presentes no vocabulário do brasileiro, mas se tratando de água, todas essas palavras parecem irrelevantes para aqueles que a possuem em grande quantidade. Enquanto isso, Tereza e tantos outros seguem o seu caminho. Em busca da sobrevivência, em prol da vida e da preservação do bem mais precioso de nosso planeta.

Autores: Jéssica Lima, Frederico Coutinho e Rhayda Nascimento

Revisão: Nicoli Tassis e Luciani Dalmashio

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