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domingo, 28 de fevereiro de 2010

DO OUTRO LADO DO BALCÃO

Jornalistas enviando press releases à redação de jornal. Publicitários assumindo o papel de clientes de agência. Algo está mudando na Comunicação...

Quando decidi o curso que faria na Faculdade - ainda no primeiro ano do Ensino Médio – minha escolha foi baseada em um único objetivo: trabalhar como designer em uma grande empresa de Publicidade. E comecei pelo caminho certo, prestei vestibular para o curso de Designer Gráfico de uma conceituada universidade de Belo Horizonte. O resultado veio em uma semana. Sabia que esse era o primeiro passo para atingir aquele objetivo projetado na adolescência. As aulas iniciaram e com elas a responsabilidade de fazer bonito em dois anos de curso.
Teoria das cores. História da arte. Informática aplicada ao Desing. Sintaxe da linguagem visual. Projeto aplicado. Desenho técnico. Nada poderia ser melhor no quesito disciplinas e professores, a carreira começava bem. Mas, aos poucos percebi que queria traçar algo diferente pra minha formação, precisava ampliar minha visão da área e só então focar. Eu estava fazendo o caminho inverso.
Nesta mesma época recebi a notícia que o curso de Publicidade e Propaganda havia chegado na minha cidade, esperei até o fim do semestre e solicitei a transferência. De designer para publicitária, ampliei o leque de possibilidades. Era exatamente o que eu queria. Fazer um curso de bacharelado me permitiria desempenhar várias outras funções ligadas à Comunicação, funções essas que nem sabia que existiam até então.
Na primeira semana de aula comecei a dividir meu tempo entre a Faculdade, o emprego e um novo estágio. Coisa de louco mesmo! Era a Assessoria de Comunicação em Saúde da Prefeitura de Betim, foi um ano de aprendizado e discordâncias, mas valeu muito. Tive a oportunidade de trabalhar com três feras do jornalismo e da Publicidade (Lucas, Fábio e Kênia. Obrigada!). Meu portfólio estava nascendo e eu começava a entender o quanto era ampla a área que havia escolhido. Ótimo, afinal era isso que procurava.

Com o passar do tempo tive outras experiências, e a maioria delas me fez estar “do outro lado do balcão”. Essa expressão foi usada por Rivaldo Chinem, em 2003 no seu livro “Assessoria de Imprensa – Como fazer” para falar do novo profissional de comunicação, aquele que citei no início do texto. Estar em uma assessoria me fez perceber o quanto gostava de atender com qualidade a equipe interna, melhorar os processos de comunicação, lidar com tudo que interagia com a publicidade e cuidar de ações de marketing. Em alguns momentos me vi como cliente e não agência.
Ora lidando com os clientes das empresas privadas (Faculdade Pitágoras e INTZ. Comunicação), ora com os órgãos públicos (Prefeitura de Betim e Secretaria de Saúde de São Joaquim de Bicas), cada um com suas peculiaridades, pude notar que os conceitos de empowerment, ações promocionais, briefing, tipos de clientes e mídias eram muito mais complexos do que os vistos na Faculdade. Endomarketing então...
“O mercado de trabalho assistiu à mudança da denominação ‘empregado’ para ‘funcionário’ e, mais recentemente, para ‘colaborador’, à medida que as organizações se conscientizavam da importância do comprometimento e satisfação do público interno para atingir suas metas, manter uma boa imagem e implementar a qualidade nos processos”. Li essa frase em no livro “Gestão de Serviços e marketing interno” da coleção FGV Management, sei que você já ouviu falar disso várias vezes, mas acredite, é muito mais complexo que imagina. Algumas vezes o segredo está puramente no público interno e a direção da empresa nem sempre entende esse fator importante. E você (para aprender mais e se mostrar um bom profissional) divide seu tempo em fazer tudo que acreditam ser comunicação e cuidar do público interno junto com o setor de RH (que também não tem tempo sobrando pra isso).
Enfim, a importância do publicitário em um setor de comunicação das grandes organizações não está apenas em ajudar a equipe de vendas a gerar lucro, ou puramente tentar substituir a agência de publicidade. Mas sim, em pensar estrategicamente pontos que atingem a comunicação empresarial e seus diferentes públicos. Com uma visão um tanto publicitária, é claro!
Me encontrei em um cargo bem diferente do que me propus a fazer no início da vida acadêmica, e o mais interessante de tudo: trabalho com todos os profissionais possíveis da Comunicação. Alguns jornalistas até me incentivaram a escrever mais, na verdade, acho que é por isso que este blog surgiu.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

2010: O ANO DE GRANDES ESCOLHAS

Acredito que uma das maiores vantagens de se ter um blog é a oportunidade de agregar diversas visões em torno de um único assunto. E a comunicação nos permite isso, o tempo todo.
O texto de hoje foi construido por um amigo que gosta muito de avaliar a relação da mídia na perspectiva política, suas influências e formas de interação com o receptor. Lucas, é um publicitário apaixonado pela verdade nos assuntos políticos. Esse é um ano de falar muito sobre isso. Sei que essa discussão vai contribuir para algumas escolhas que você fará em 2010. Confira!
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PUBLICIDADE X POLÍTICA

Estamos em um ano eleitoral, no qual tudo se torna perfeito, ano em que os contos de fadas se tornam “realidade”. Ou seria um ano da publicidade e do marketing? A maioria dos políticos que poderiam trabalhar sua imagem durante seu mandato, com trabalho, honestidade e respeito por aqueles que os elegem, preferem fazer isso apenas em ano eleitoral. Seria isto eficaz? Parece que sim, uma boa dose de efeitos cênicos, som, luzes e teatro podem fazer um candidato, por pior que seja, faturar muitos votos.

Uma história muito conhecida que ilustra este fato é a de Hitler e Goebbels, o ministro da propaganda do ditador. Uma de suas frases mais conhecidas é “Uma mentira insistentemente repetida acaba adquirindo aparência de verdade”. Coerente com tal fala, podemos fazer ligação com os dias atuais. Quantas e quantas mentiras são lançadas pela mídia, seja por interesse da própria ou por ignorância. O pior é que uma maioria da nação acaba acreditando, ou simplesmente seguindo a “opinião pública”, se é que podemos falar que esta existe. Podemos dizer que a opinião pública é moldada pela mídia. Este seria um tema muito longo para se tratar aqui. Sugiro que assistam ao filme “O Quarto Poder”.

Mas como ia dizendo, em ano eleitoral vale tudo: passear pelas periferias, abraçar moradores de rua, beijar criancinhas nas favelas, visitar locais precários ou almoçar em restaurante popular, não que isso seja um problema, no entanto, essas cenas com políticos só são vistas de dois em dois anos e isso tudo é para que ele esteja na mídia, o importante é ser visto, consequentemente lembrado.

Os políticos saem às ruas, fazem suas “boas ações” ou até mesmo arrumam problemas, doenças, acidentes para que estejam ali, nas capas de jornais e revistas. Um bom exemplo de como trabalhar bem a imagem é o do atual presidente do nosso país. Enquanto Lula se mostrou para a mídia como candidato metalúrgico, desarrumado, barbado, descabelado e com roupas de trabalhado, não conseguiu seu objetivo, no entanto, quando uma equipe de marketeiros e publicitários trabalhou sua imagem, arrumou cabelo, barba e lhe colocou um terno e uma campanha mais centrada, disciplinada, acertou no alvo.
Políticos geralmente são muito bem assessorados, eles devem prometer tudo, até o que não depende deles, não importa se haverá condições financeiras ou estrutura, se será viável. O bom “político-marketeiro” deve falar aquilo que o povo quer ouvir, a grande sacada para uma campanha vitoriosa é saber o que o povo precisa naquele momento, quais são seus sentimentos e preocupações prioritárias. Quanto mais limitada intelectualmente for o povo, mais fácil de dominar suas emoções, assim, mais fácil de se conseguir o objetivo, o voto.

Alguns políticos com baixo índice de aprovação recorrem a outra personalidade politica, alguém em que acreditam que atrairá votos, seja do mundo das celebridades ou político, agregando valor a sua própria imagem. Porém alguns especialistas em marketing político afirmam que isso é em vão, já que ninguém consegue agregar valores a uma outra pessoa. Um exemplo disso que aconteceu recentemente foi com o Bachelet, presidente do Chile, que assim como nosso presidente Lula tinha 80% de aprovação, porém ele não conseguiu eleger seu sucessor, mostrando que sua grande aprovação no país nada adiantou para eleger o colega.

Político não deveria, mas só rala alguns meses em um ano, ano eleitoral, este que ele deve correr e suar a camisa para obter votos. Enquanto suas repetidas atrapalhadas, absurdos com seu nome vem a tona durante o decorrer de seu mandato, quando chega a época de ir às urnas tudo é esquecido e as belas campanhas surgem. Todos viram santos, salvadores da pátria. Jingles, cartazes, vídeos, adesivos, reuniões, brindes, bandeiras, é um carnaval fora de época! E o povo festeja alegremente...

A publicidade tem uma grande responsabilidade e deve ser utilizada com ética, quando for votar não acredite em promessas absurdas, sem fundamento, não vote no jingle mais bonito, no candidato mais elegante, seja responsável com seu País. Vote consciente.

LUCAS DAMASCENO
Graduado em Publicidade e Propaganda
www.twitter.com/lukasdamasceno

Foto1: Divulgação
Foto2: Retirada do site Passa Palavra

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PUBLICITÁRIOS METIDOS A JORNALISTAS

Um belo dia, três componentes da INTZ. Comunicação (nossa agência experimental da Facul) acordam com a ideia de se inscreverem no II Prêmio Comunicador do Futuro. Até aí, tudo bem. Pena que faltava apenas 3 dias para a entrega dos trabalhos, exatamente isso caro leitor. Pior ainda, decidimos participar das três categorias disponíveis (peça publicitárias, ensaio fotográfico e texto jornalístico).
Texto jornalístico?? Pois é, o resultado dessa ideia maluca segue abaixo. E só para adiantar, é claro que não aparecemos entre os três primeiros colocados, mas valeu pela experiência de participar de um concurso desse porte.
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A CONSCIÊNCIA EM CONTRASTE
São seis e vinte da manhã, Marina acorda para mais um dia de trabalho. Toma seu banho de quinze minutos, escova os dentes e senta-se a mesa para o café da manhã. O tempo é curto, a primeira aula começa às sete horas. Marina Mello, 31 anos, é professora do ensino particular de Belo Horizonte. Depois de dar um beijo na filha, pega os livros e vai embora.

São cinco da manhã, Tereza acorda para mais um dia de trabalho. Arruma os cabelos e pega um balde. Precisa buscar água, o rio fica a dois quilômetros de casa. Ao voltar, faz o café rapidamente, toma banho e se arruma. O tempo é curto, a primeira aula começa às sete horas. Tereza Silva, 31, é professora do ensino público de Pacuí, cidade localizada no norte de Minas, a 720 quilômetros da capital. Depois de dar um beijo na filha, pega os livros e vai embora.

O contraste demonstrado nas situações acima descreve claramente a realidade de duas cidades próximas no estado de Minas Gerais. Para muitos, a história de Tereza pode ser apenas mais uma entre tantas outras. Mas leva à reflexão sobre o consumo abusivo de água em todo o mundo.

Atualmente, todas as nações discutem a preservação do meio ambiente e a falta d’água. Muitos acreditam que é um recurso inesgotável, porém nos deparamos a cada dia com inúmeros anúncios, congressos e movimentos idealizados para conscientizar a população e buscar soluções para esse problema global. Contudo, a maioria das pessoas ainda tende a não aderir completamente a esses movimentos.

No Brasil esse tema é bastante discutido, pois o país abriga a maior bacia hidrográfica mundial. “Há muitos anos escuto falar que a água vai acabar, mas acho que isso não vai acontecer no Brasil. Afinal, temos o rio São Francisco e o Amazonas para abastecer a gente.”, diz Amarildo Natal, de 62 anos, morador da cidade de Igarapé (MG). Grande parte dos brasileiros compartilha essa mesma visão. Mas, a falta d’água em algumas partes do mundo já é uma realidade.

Enquanto no Brasil uma pessoa gasta em média duzentos litros d’água ao dia, em Gâmbia na África, esta mesma quantidade é consumida por cerca de quarenta e cinco pessoas. Essa informação assim como outras leva a população a pensar que enquanto alguns lutam para sobreviver com recursos extremamente limitados, outros que têm em abundância e o utilizam de maneira imprópria.

Responsabilidade, preservação, consciência, escassez, cuidado e ação. São termos já presentes no vocabulário do brasileiro, mas se tratando de água, todas essas palavras parecem irrelevantes para aqueles que a possuem em grande quantidade. Enquanto isso, Tereza e tantos outros seguem o seu caminho. Em busca da sobrevivência, em prol da vida e da preservação do bem mais precioso de nosso planeta.

Autores: Jéssica Lima, Frederico Coutinho e Rhayda Nascimento

Revisão: Nicoli Tassis e Luciani Dalmashio

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

VISÃO PANORÂMICA DA COMUNICAÇÃO

Publicidade e Propaganda. Cinema. Relações Públicas. Jornalismo. Rádio e TV. Essas são apenas algumas das habilitações possíveis de adquirir em um curso superior de Comunicação Social. Essa área do conhecimento, que é responsável pelos estudos sobre a interação humana na sociedade, está conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho.
O Blog “Comunicação Panorâmica” foi criado para promover diálogos em torno deste assunto, falar sobre os diferentes profissionais envolvidos no mundo da Comunicação, oportunidades de mercado, vida acadêmica e de quebra mostrar um pouquinho do meu portfólio. Sou estudante de Publicidade e Propaganda, mas tenho uma quedinha por qualquer estudo que fale sobre a ação de comunicar. Minha proposta é mostrar através dos diferentes olhares o desenvolvimento da área. Olhares panorâmicos, que não descarta nenhuma oportunidade de agregar a comunicação em tudo que ver pela frente. Vamos transformar este espaço em uma verdadeira Ágora do século XXI.

Conto com você.

RHAYDA NASCIMENTO
Estudante de Comunicação Social - Habilitação Publicidade e Propaganda
Faz parte da Comunicação Institucional da Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte e já atuou na área de Comunicação em Saúde da Prefeitura de Betim e de São Joaquim de Bicas